quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Solução caseira

Já é tradição no Vitória. Em todo Campeonato Baiano, o camisa 9 do Leão se destaca no início da temporada e desanda a fazer gols. Foi assim com Joãozinho em 2007, Rodrigão em 2008, Neto Baiano em 2009 e Júnior no ano passado.

Apesar de destro, Marcley gira para a esquerda e arma o chote: é o novo 9
Este ano, a promessa de balançar as redes no estadual atende pelo nome de Marcley. Calma torcedor, não precisa forçar a memória para lembrar de onde esse jogador veio. O aspirante a artilheiro rubro-negro é da casa.
Neto Baiano foi o atacante escolhido para assumir a responsa das redes, mas o jogador não quer mais atuar pelo Vitória e deve rescindir o seu contrato. Sem trazer ninguém para o setor, a diretoria vai apostar nos meninos da base: Marcley e Edson.
Cigano da vida e da bola, Marcley demorou um pouco para ganhar uma chance no time profissional do Leão. Nascido em Alagoinhas e criado em Feira de Santana e Camaçari, o atacante teve sua primeira chance em 2008, contra a Catuense. Marcou até um gol, mas ainda não estava pronto.
“Tem uns jogadores que demoram mais para amadurecer. Resolvemos emprestar ele para pegar experiência. Ele vai ser um Uelliton, Alecsandro e Obina, que demoraram mais para explodir”, explica João Paulo, coordenador das divisões de base do clube.
Ano passado, Marcley foi vice-campeão goiano com o Santa Helena e marcou sete gols. Em 2011, quer aproveitar a chance dada por Antonio Lopes e se firmar de vez. “Tem que ter autoconfiança. A oportunidade está aí”, disse.
Amigos
Na disputa pela camisa 9, Marcley briga com Edson, duelo que acontece desde os tempos de juvenil. “Essa rivalidade é antiga. Temos uma amizade forte, um torce pelo outro”, conta Marcley.
O parceiro segue a mesma linha no discurso. “A gente é companheiro de quarto. Ficamos lá resenhando pra ver quem vai jogar, mas o importante é que os dois são da base, o que mostra que o trabalho é bem feito”, aposta Edson.

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